Colaboradores do Gea recebem treinamento sobre perigos das embalagens de aerossol

Por Malu Marcoccia

Altamente inflamáveis, tóxicas e reativas. Esses são os perigos imediatos das embalagens de aerossol que, por terem gases em seu interior, podem explodir e atingir pessoas e patrimônios. Em palestra a colaboradores do Instituto GEA na tarde de 24 de janeiro, o executivo da Prolab Ambiental, professor e mestre em Tecnologia Ambiental, Antonio Siqueira, explicou o processo de fabricação dos aerossóis e lamentou que menos de 10% dessas embalagens têm destino correto de reciclagem.

“Estamos falando em 1,5 bilhão de unidades vendidas a cada ano no Brasil”, apontou ele, avaliando que sprays e aerossóis são consumidos de forma exagerada, já que embalagens plásticas que podem ser pressionadas têm a mesma funcionalidade para acondicionar produtos como desodorantes, inseticidas, cremes de barbear ou tinta e são menos danosas ao meio ambiente.

Antonio Siqueira – também especialista em Economia e Meio Ambiente – mostrou que a despressurização é o primeiro passo para iniciar a reciclagem correta dos aerossóis. Estes devem ser encaminhados para postos de reciclagem especializados e não descartados como metais comuns, como normalmente ocorre. As embalagens são 100% recicláveis, pois contêm plástico, alumínio e aço, “mas precisam de etapas de pré-tratamento para reintrodução na cadeia produtiva”, destacou.

Gás de cozinha

Os aerossóis são compostos pela mistura do líquido do produto (o desodorante, por exemplo) com o propelente, a substância que impulsiona o produto para fora e que geralmente é o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). Quando a válvula é apertada, a pressão no interior diminui, fazendo com que o gás se expanda com violência, empurrando o volume do frasco para fora.

“É por isso que uma embalagem pode se transformar em uma granada, porque, mesmo com o frasco intacto, há gás acumulado dentro. Além disso, é altamente inflável porque tem gás de cozinha no seu interior”, explicou o palestrante.

Desde 2013, o Programa de Gerenciamento de Resíduos do Instituto GEA atua na capacitação de cooperativas de catadores e gerenciamento da coleta de embalagens de aerossóis para envio à reciclagem. Pelo processo, os aerossóis são descontaminados antes da reciclagem, num sistema de logística reversa que paga às cooperativas pelo serviço ambiental que prestam e permite à SC Johnson – parceira no projeto – atender à PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), lei federal que estabelece diretrizes e metas para gestão de resíduos sólidos. O Prolab também é parceiro na ação.

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