O início de 2025 está proporcionando variados contatos do Instituto Gea com instâncias oficiais. Com o propósito de expor e debater o Projeto ReciclaON, que busca qualificar cooperativas e catadores de resíduos eletroeletrônicos em todo o Brasil, a presidente do Gea, Ana Maria Domingues Luz, reuniu-se em Brasília com representantes do CIISC – Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis e da Caixa Econômica Federal, cujo Fundo Socioambiental é apoiador financeiro do projeto.

Na Caixa Econômica o encontro, em 29 de janeiro, buscou estreitar relações e ocorreu com os dirigentes Marcelo Lourenço da Cunha e Iris Macedo. Na apresentação, foi detalhado o andamento das fases do ReciclaON, que incluem o diagnóstico inicial para conhecer as cooperativas participantes, além de uma explicação detalhada das etapas e objetivos da ação socioambiental desenvolvida pelo GEA — que também tem como parceiro o LASSU-USP (Laboratório de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo).
Na reunião discutiu-se a importância de entender os gargalos e as possibilidades para implementação do projeto em cada Estado brasileiro. Foi mencionada a reunião realizada naquela semana com representantes das cooperativas do Distrito Federal, onde surgiu a possibilidade de estabelecer uma central para tratamento de resíduos eletrônicos na região.
Participaram do encontro, além de Ana Maria Luz, os técnicos do GEA Luan Alves do Nascimento e Valrey Alvino da Silva, além da professora Tereza Carvalho, diretora do LASSU-USP.
Palácio do Planalto
Já no dia 30 de janeiro foi realizada reunião com Iliana Alves Canoff, assessora da Secretaria de Governo. O objetivo foi apresentar os desafios enfrentados pelas cooperativas na gestão de resíduos eletrônicos e também buscar apoio do governo para a regulamentação do setor e a destinação desses resíduos às cooperativas.
Atualmente, há inconsistências na legislação, com algumas localidades permitindo a atuação das cooperativas e outras impondo restrições. O Gea solicitou que o governo volte seu olhar para criar uma determinação que permita que as cooperativas que cumprirem requisitos mínimos de segurança, estrutura e capacitação possam atuar nesse mercado e receber parte dos resíduos eletrônicos que hoje são destinados quase que exclusivamente e grandes empresas e CRCs.