Pense em um jovem construindo pela primeira vez um site de internet ou colorindo um grande painel público por meio de sprays de grafite. Imagine conhecer, também de forma inédita, o MASP (Museu de Arte Moderna), a USP (Universidade de São Paulo), o Museu da Língua Portuguesa e o icônico Beco do Batman na Vila Madalena.
Experiências como essas enriqueceram a vida dos alunos do Projeto Jovens Caminhos, desenvolvido em 2023 e 2024 por meio de parceria entre Instituto GEA e Petrobras, por meio do Programa Socioambiental Petrobras e que beneficiou gratuitamente 216 jovens e adultos moradores da periferia de Mauá e Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo.
Mais do que aulas técnicas, porém, esses jovens tornaram suas vidas maiores e melhores com aprendizados sobre Ética, Cidadania e Meio Ambiente, temáticas também presentes no currículo dos cursos de Artes-Grafite e de Programação-Criação de Sites. A atenção e tensão das aulas teóricas sempre ganharam contornos descontraídos nos trabalhos de campo e em diversas visitas culturais.
Foram amizades e um aprendizado que deixarão saudades.
Impacto social
O Jovens Caminhos ofereceu quatro cursos de Tecnologia com seis meses de duração cada, além de oito cursos de Grafite, com três meses de aulas em cada edição. O objetivo foi oferecer qualificação profissional para que esses jovens e adultos possam se inserir no mercado profissional ou empreender individualmente.
O impacto foi engrandecedor junto às comunidades periféricas de Mauá e Santo André — uma imensa junção urbana de duas cidades populosas do ABC paulista e onde a Petrobras tem unidades de refino. Santo André soma 780 mil habitantes e Mauá, 425 mil. Por isso, também, foi vital o apoio das Associações de Moradores e das Prefeituras locais, cedendo locais para realização de aulas e infraestrutura operacional.
A mobilização social das 11 comunidades atingidas também pode ser medida pela interação dos alunos com a população do entorno. As turmas de Grafite deixaram mais alegres e coloridos pelo menos 16 muros das escolas e vizinhanças, requalificando esses espaços com arte cuja temática enfatizou os cuidados com o meio ambiente.
Na TI, muitos alunos seguiram o aprendizado cursando, também gratuitamente, uma especialização em Phyton no Programa Paideia, do LASSU – Laboratório de Sustentabilidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, também parceiro do projeto.