O Instituto Gea – Ética e Meio Ambiente promoveu em 18 de dezembro na ExpoCatadores 2025, junto com catadores de todo o Brasil, manifestação pela inclusão desses trabalhadores em leis federais, uma das quais a Lei do Desfazimento.
Com faixas e chamadas ao público em favor do segmento, técnicos do Gea e representantes de inúmeras cooperativas brasileiras participaram do manifesto, que reivindicou a destinação de REEE descartados por órgãos públicos às cooperativas qualificadas para manusear esses materiais, entre outras solicitações.
Hoje, REEE de estatais e autarquias são destinados com exclusividade aos CRCs (Centros de Recondicionamento de Computadores). A inclusão de cooperativas e catadores nesse mercado busca fortalecer o papel estratégico dessas organizações na economia circular e na preservação ambiental, além de constituir-se em fonte de renda ao negócio.
O tema foi levado ao longo de 2025 ao CIISC (Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis), do governo federal, que chegou a criar (GT (Grupo de Trabalho) para discutir soluções. Mas nenhuma sugestão avançou ainda.
Estiveram presentes membros das cooperativas Filhas de Guadalupe (Manaus), Cooperlagos (Rio Preto-SP), Coopmaras (Campo Grande), Cooreplast, Resgatando Vidas, Pró-Recife e Gusmão (Recife) e Coopcasa (São Paulo).
A ExpoCatadores reuniu em São Paulo durante os dias 17, 18 e 19 de dezembro, no Parque Anhembi, centenas de cooperativas para discussão de pautas do setor com interlocutores governamentais e exposição de materiais.
