Camada de Ozônio, o céu que nos protege e nos ameaça

O mundo celebra em 16 de setembro o Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio, uma data que carrega significado profundo para a saúde do nosso planeta e de todos os seres que nele habitam.

Como um telhado de casa, é essa camada que nos protege da radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre, mas que foi sendo destruída, primeiramente, pelo uso de clorofluorcarbonos (conhecidos como CFCs) e agora pelos gases de efeito estufa (os chamados GEE).

Foi por isso que em 16 de setembro de 1987, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, 46 países assinaram o denominado Protocolo de Montreal, em que prometeram eliminar substâncias capazes de destruir essa proteção, como os CFCs presentes em aparelhos de refrigeração e aerossóis.

O Protocolo de Montreal é considerado um dos tratados mais bem-sucedidos da história. Tanto assim, que relatório publicado neste 15 de setembro pela da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas, traz notícia auspiciosa: a camada de ozônio atingiu em 2024 a maior espessura registrada em décadas de monitoramento. A camada sobre o Ártico, por exemplo, foi 14% mais grossa em março do ano passado em comparação ao período de 1960 a 2023.

A análise aponta para uma redução de 5% na incidência de radiação ultravioleta durante o verão no hemisfério Norte, graças ao fortalecimento da estrutura.

O problema é que o buraco na camada de ozônio cede lentamente porque, mesmo com a proibição dos CFCs, também é provocado pelos gases de efeito estufa (GEE).

Os GEE são uma categoria ampla de gases que retêm o calor na atmosfera, como o dióxido de carbono (CO2) e o vapor d’água. Eles absorvem e emitem radiação infravermelha, causando o aquecimento da Terra porque incluem várias substâncias, entre as quais dióxido de carbono (CO2), metano e, sim, os clorofluorcarbonetos (CFCs).

100 produtos químicos

O grande desafio, pois, é controlar outros tipos de gases, como foi feito com os CFCs.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com base no desenvolvimento científico e da informação tecnológica, o Protocolo de Montreal definiu a necessidade de controle de cerca de 100 produtos químicos de diversas categorias. Em 1994, a assembleia geral da ONU reforçou o 16 de setembro como data para lembrar a assinatura do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio.

Sem esse compromisso, o sol deixaria de ser apenas fonte de luz e calor e se tornaria – pela emissão dos nocivos raios ultravioleta – uma ameaça silenciosa, capaz de causar doenças como câncer de pele e catarata, desequilibrar ecossistemas e acelerar o colapso climático.

E por que essa data importa hoje?

Porque ainda estamos aprendendo a cuidar do que não vemos. Porque proteger a Camada de Ozônio é proteger o futuro. E porque cada ação — desde escolher produtos sem gases nocivos até apoiar políticas ambientais — é um tijolo a mais nesse telhado que nos abriga.

Matt Tully, líder do grupo consultivo científico sobre ozônio e radiação solar da OMM, destaca o esforço coletivo do planeta, mas adverte: “Apesar do grande sucesso do Protocolo de Montreal nas décadas seguintes, este trabalho ainda não está concluído e continua a existir uma necessidade essencial para que o mundo mantenha monitoramento sistemático cuidadoso tanto do ozônio estratosférico quanto das substâncias que destroem a camada de ozônio e seus substitutos”.

Segundo o relatório, as ações para limitar os gases estão dentro do cronograma estabelecido e podem evitar até 0,5°C de aquecimento global no final do século 21.

Com informações de www.brasil.un.org

Imagem freepik.com

Com informações de www.brasil.un.org

Imagem freepik.com

Contribua

Projeto Maré/ Instituto GÉA - ética e meio ambiente

Banco do Brasil Agência 1189-4 Cc 52347 digito 0 ou X

CNPJ 03.562.070/0001 - 21

Chave Pix celular: 11993105510